Moradora discute transporte e mobilidade em Pinheiros

0
174

 

O distrito de Pinheiros é abundante em estações de metrô, faixas de ônibus, linhas de trem, ruas e avenidas cheias de carros, percorrido por uma ciclovia quilométrica e é também acessível para pedestres, logo, no que diz respeito mobilidade, mostra seus benefícios com tantas formas de meios de transporte, evolução, modernidade e acessibilidade.

A entrevistada Monica Chaubet, 60, atualmente aposentada e síndica do prédio, é moradora do bairro de Pinheiros desde que nasceu e aponta que passou por diferentes pontos do local, “a parte da infância e adolescência fiquei no Pinheiros lá́ embaixo, perto da Rua Sumidouro, lá́ pra baixo, perto da marginal. Depois, nós nos mudamos aqui pra cima, que fica entre a João Moura e Cristiano Viana, na Avenida Rebouças mesmo”, conta Monica. Ela diz que a única época que passou fora do bairro foi quando morou três anos fora do Brasil, em Londres.

Segundo ela, é um lugar “andável”, com muita variedade de comércios pelas proximidades, com muitos restaurantes e coisas pra se fazer, “eu não tenho do que me queixar, eu tenho tudo aqui pertinho”, diz a síndica. Monica também conta que não utiliza mais carro e a comenta falta incentivo para o uso de transportes públicos para diminuir o volume de trânsito nas avenidas, e é preferível os transportes como ônibus ou metrô, por ser mais prático e mais rápido.

A moradora explica que ainda não teve a oportunidade de andar pela extensa Ciclovia Rio Pinheiros, mas que adora e pretende consertar sua bicicleta para isso. Ela expõe que, sem dúvidas, a fomentação de mais ciclovias em São Paulo deveria ser encorajada, mas, em princípio, pensada de uma forma mais social e urbana, de modo que, falta um planejamento inteligente para as construções das ciclofaixas, “o problema aqui, eu acho, é que não tem muito estudo, tudo é política, não é pelo social. Não tem nenhum engenheiro ou urbanista pra estudar o caso”, indaga a entrevistada. Esses trabalhos só são feitos mais por um feitio político, como, por exemplo, em tempos de eleição, a Avenida Rebouças é toda reformada por ser uma grande avenida importante e é uma obra bem vista pela população, ainda mais a do Jardins, que consistem em pessoas de uma classe social com influência, logo, esses tipos de obras para a melhoria da mobilidade, não são encontradas em lugares afastados dos centros fervorosos e periferias.