“Como os Entretenimentos disponíveis de fácil acessibilidade financeira, na Consolação, permitem a Democratização para o povo.”

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Quando se fala do Centro de São Paulo, o bairro da Consolação acaba por ser um dos que são deixados na lista de espera para serem visitados. De forma comum, acaba por ser visto, devido a proximidade com endereços como Santa Cecília e Bela Vista, como não tão acessível acessível. Porém, ao se observar melhor a história, o fluxo e as variedades do bairro, a realidade apresenta algo um tanto quanto inesperado: a possibilidade de mergulhar em experiências diversificadas, ainda que com que pouco.

Ela varia em suas próprias temáticas, o que faz com que cada perfil de visitante possa ter acesso às outras facetas não tão inicialmente óbvias de São Paulo. Mas, os shows, os grandes eventos noturnos e a chegada de grandes artistas não são, necessariamente, os pontos principais disso. Na verdade, o bairro consegue trazer até mesmo uma espécie de refúgio dentro da sua dinâmica. Assim é definido o Parque Bueinos Aires, localizado na região de Higienópolis, pelo ator Joseno Alencar, de 47 anos: “Pra mim, foi fantástico achar um lugar tão calmo dentro de uma metrópole como São Paulo. Onde há o transito, vai e vem de pessoas. Aqui, você pode encontrar paz. Pode encontrar calma.”

Para aqueles que preferem seguir rumo à um bom desfrute da  cultura, o ambiente mostra, na prática, que repertório não é apenas uma palavra estranha, mas sim, algo que ganha vida até se tornar uma das maiores marcas da Consolação. Além do estilo urbano de  Pop-Up espalhado por suas ruas por meio de seus famosos adesivos nos postes, – com referencias ao cinema, à engajamento  em lutas sociais e à moda, especialmente sobre os estilos consumidos pela comunidade jovem – locais como o Cine Belas Artes abrem suas portas para este mundo. Unindo produções brasileiras e internacionais em eventos abertos ao público, e até mesmo realizando sessões fora dos padrões convencionais: como as que acontecem de madrugada, para filmes de terror, o chamado “Noitão.”

A influenciadora Lívia Casagrande, de 24 anos, frequentadora do espaço, afirma que não se trata apenas de um cinema: o Belas Artes leva um impacto para além da região, alcançando São Paulo como um todo: “Por ser um cinema que fica próximo, praticamente ‘colado’ ao metro, ele trás uma acessibilidade muito legal para várias pessoas. “ Além dos efeitos de suas programações: “Não é um cinema comum e acho muito importante pontuar isso. Se você for em um cinema de rede, você vai encontrar filmes que estão em todos os cinemas. Aqui, você encontra filmes que estão indo pro Festival de Cannes, filmes mais independentes, que geralmente as pessoas não têm acesso nos streamings. As pessoas precisam voltar à frequentar o cinema e o Belas Artes ajuda muito nisso”, continua.

Por isso, o potencial pode ser muito bem aproveitado, inclusive para grupos que normalmente precisam pensar em como vivenciar o turismo de forma mais acessível. Como é o caso do estudante de Eletrotécnica, Gabriel Nascimento, de 19 anos, ao visitar o sebo subterrâneo conhecido como Passagem Literária : “Vir para cá foi muito fácil, é um ponto muito acessível, tanto de ônibus quanto de metrô. A estética, a música de fundo no estilo jazz aqui e as opções de livros que estão aqui trazem uma sensação de nostalgia, sabe? É bem diferente do que a gente conhece como o centro de São Paulo, referente á correria, ao barulho. Mas, vale à pena. É gratificante poder estar em um lugar assim.”